Anais do Reino da Gallaecia
O dia virá para a História julgar o eletricista Castanheiras. E quando isso acontecer, contará entre os seus méritos ter resgatado das mãos do deão da Catedral de Compostela os Anais da História da Galiza, manuscrito até entom desconhecido, adquirido por um mecenas anónimo no mercado negro num gesto de patriotismo, apenas para nos fazer chegar uma cópia.
O texto, redigido em galego arcaico por várias mãos ao longo de séculos, recolhe a história medieval galega com uma franqueza inédita. Os cronistas registaram factos populares sem favorecer reis, compondo uma crónica severa com os poderosos. O manuscrito, em mau estado — páginas coladas, corroídas ou húmidas —, exigiu um esforço extremo para recuperar fragmentos legíveis.
As imagens mostram estilo comum, mas com variaçons que revelam épocas e autores distintos, explicando os anacronismos. A iluminura usa cores ora ricas, ora limitadas; algumas miniaturas foram cuidadosas, outras feitas às pressas.
Guardado durante séculos na biblioteca catedralícia, o texto nom foi protegido pola falta de segurança, senom polo zelo de arcebispos e clérigos que o conservaram para estudo ou prazer, poupando-o, por milagre, das chamas.
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